Tangará regulamenta bicicletas elétricas após aumento da circulação e dos acidentes

Lei estabelece idade mínima, uso obrigatório de capacete e limite de velocidade para condutores

As bicicletas elétricas se tornaram um dos meios de locomoção preferidos dos tangaraenses. Cada vez mais presentes nas ruas de Tangará da Serra, esses veículos ganharam espaço pela praticidade. O crescimento da circulação, no entanto, também tem sido acompanhado pelo registro de acidentes.

Diante desse cenário, o município aprovou a Lei nº 7.333/2026, que regulamenta a circulação de bicicletas elétricas, patinetes autopropelidos e equipamentos similares. A legislação estabelece idade mínima de 16 anos para os condutores, uso obrigatório de capacete, limite de velocidade de 20 km/h e proíbe a circulação em calçadas e em vias com velocidade superior a 40 km/h.

Segundo Wilker Corrêa, responsável pelo Departamento de Transporte Aéreo e Viário (Detrav), embora não existam dados oficiais sobre a quantidade desses veículos em circulação no município, o crescimento é perceptível. “É visualmente identificável a grande e crescente quantidade de tais veículos circulando em nossa cidade”, afirmou.

A nova legislação também permitirá ampliar as ações de orientação e fiscalização dos condutores. Além do uso obrigatório de equipamentos de segurança, os usuários deverão participar de palestras ou cursos sobre regras de trânsito.

Para quem utiliza esse meio de transporte diariamente, as mudanças são bem-vindas. Heloisa Rosa, que faz o uso do meio de transporte, avalia que a regulamentação pode contribuir para aumentar a segurança. “Assim que surgiram, as bicicletas elétricas se tornaram mais acessíveis para quem não tinha habilitação, facilitando o deslocamento de muitas pessoas. Em contrapartida, o uso por adolescentes também aumentou, o que gera uma preocupação maior com a responsabilidade e o bom uso desse meio de transporte”, disse.

Ela acredita que as novas exigências podem ajudar a reduzir os acidentes. “As instruções serão válidas para evitar acidentes e dar uma orientação geral no trânsito para quem não tem conhecimento. Toda orientação é válida e todo cuidado é bom”, completou.

Apesar dos acidentes registrados, os órgãos públicos ainda não possuem estatísticas específicas sobre ocorrências envolvendo bicicletas elétricas. O Corpo de Bombeiros informou que não há uma categoria própria para registrar esse tipo de atendimento, o que dificulta a produção de dados detalhados sobre os acidentes.

De acordo com o Detrav, entre as irregularidades observadas com maior frequência estão a circulação na contramão, o avanço de sinal vermelho, o uso de celular durante a condução e a falta de sinalização das manobras. Já o Corpo de Bombeiros aponta fatores como ausência de equipamentos de proteção, velocidade incompatível com a via, baixa visibilidade e inexperiência dos condutores como algumas das principais causas associadas aos acidentes.

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